Campanha salarial garante reajuste de 4,95% e mantém direitos na educação básica privada Reajuste Salarial terça-feira, 17 de março de 2026 Percentual resulta da inflação de 3,45% mais aumento real de 1,5% negociado na campanha salarial de 2025 A divulgação oficial dos índices de inflação utilizados como referência na Convenção Coletiva confirmou o reajuste salarial de 4,95% para professores, professoras e auxiliares de administração das escolas privadas da educação básica no estado de São Paulo em 2026. O percentual resulta da inflação acumulada no período de março de 2025 a fevereiro de 2026, apurada em 3,45% pela média dos indicadores previstos na convenção coletiva, acrescida de 1,5% de aumento real, percentual já garantido na negociação realizada na campanha salarial do ano passado. Com isso, os salários da categoria devem ser reajustados em março, com pagamento até o quinto dia útil de abril. O índice confirma o resultado do acordo firmado em 2025, quando a campanha salarial assegurou Convenção Coletiva com validade de dois anos, garantindo estabilidade nas regras das relações de trabalho e a manutenção das cláusulas sociais da categoria. A convenção coletiva tem papel central na garantia desses direitos. É por meio dela que são asseguradas condições específicas da atividade educacional que não estão previstas na legislação trabalhista. Entre essas a manutenção, por exemplo, da garantia semestral de salários, que protege professores durante o período letivo, e o recesso escolar, especialmente no mês de janeiro. A legislação trabalhista prevê apenas 30 dias de férias. O recesso escolar, portanto, é um direito assegurado pela convenção coletiva da categoria. Outro ponto importante que estava pendente também foi resolvido posteriormente no Tribunal Regional do Trabalho. A cláusula referente à remuneração das atividades adaptadas foi julgada em novembro de 2025, com decisão favorável à categoria e efeitos retroativos a março daquele ano. Benefícios também tiveram reajuste Além do reajuste salarial, a negociação coletiva garantiu avanços em outros benefícios importantes para a categoria. A cesta básica passou a ser de R$205, representando reajuste de 13,88% em relação ao valor anterior, resultado da negociação realizada na campanha salarial. A convenção coletiva também prevê Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 18%, paga tradicionalmente no mês de outubro. Caso a escola não realize a distribuição de resultados, deverá pagar abono especial no mesmo percentual. Outra possibilidade prevista na convenção é a substituição da PLR ou do abono por acréscimo de 1,5% nos salários, retroativo a março de 2026. Para a Fepesp e os Sindicatos da base, a confirmação do reajuste e das demais condições econômicas reforça a importância da mobilização da categoria e da negociação coletiva para garantir aumento real, manutenção de direitos e melhores condições de trabalho na educação privada. Abrir PDF