NOTÍCIAS DO DIA

Questões ineficientes no Enem, universidade particular cria banco para financiar seus próprios alunos, centrais repudiam nova reforma trabalhista, e mais:

Por quarta-feira, 24 de novembro de 2021

SinproABC patrocina lançamento do livro ‘Quarentena da Resistência’. Leia mais no site do Sinpro ( http://www.sinpro-abc.org.br ) ou aqui: https://bit.ly/3g7Tcgx

 

 

 

Questões ineficientes compõem 2% do Enem e não contam para nota
Folha de S. Paulo; 23/11
https://bit.ly/3xl0PZJ

Análise estatística da Folha, considerando os resultados dos 69 milhões de participantes do Enem entre 2009 e 2019, mostra que um conjunto de 41 perguntas não conseguiu testar o conhecimento dos candidatos de maneira eficiente. Apesar disso, essas questões não receberam críticas de políticos ou de autoridades.

São itens que falharam na discriminação dos melhores candidatos e representam 2% do total utilizado nas aplicações do exame. Em alguns casos, acertar essas perguntas não influenciou a nota final —isso ocorreu sem qualquer divulgação.

 

Enem: estudantes com covid-19 podem pedir reaplicação da prova
Contee; 23/11
https://bit.ly/3cJAbQx

A reaplicação será nos dias 9 e 16 de janeiro de 2022, mesma data da aplicação do exame para Pessoas Privadas de Liberdade ou sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL) 2021 e para os participantes isentos da taxa de inscrição em 2020, que por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)  tiveram nova oportunidade de inscrição no Enem.

A reaplicação deverá ser solicitada na Página do Participante, entre 29 de novembro e 3 de dezembro, junto com a documentação que comprove a condição de saúde do inscrito.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), tem direito a reaplicação o participante que apresentar sintoma de covid-19 na semana que antecede o primeiro ou o segundo dia do exame.


ENSINO SUPERIOR

Ser Educacional investe na criação de banco digital
Valor Econômico; 24/11
https://outline.com/t4u8M3

Janguiê Diniz, da Ser: “Vamos criar produtos e serviços pensados para os alunos, como a primeira conta bancária”.

A Ser Educacional decidiu criar um banco digital com foco no mercado de ensino superior. A ideia é atender, inicialmente, sua base formada por cerca de 300 mil alunos e 13 mil funcionários e, numa segunda etapa, estender os serviços financeiros a outros grupos educacionais e público geral.

O pedido para abertura do banco digital já foi feito ao Banco Central e o prazo de aprovação é de até um ano. Neste intervalo, a startup opera como uma fintech que foi batizada de b.Uni – uma combinação de palavras que faz referência a ser universitário, ser único. “Trata-se da primeira fintech de contas digitais lançada por uma instituição de ensino superior no Brasil. Vamos criar produtos e serviços pensados para os alunos, criar relacionamento como primeira conta bancária do aluno”, disse Janguiê Diniz, fundador e presidente do conselho de administração da Ser Educacional.

 

Aumenta interesse de estudantes por ensino superior, diz pesquisa
Agência Brasil; 23/11
https://bit.ly/30Y3yvG

Levantamento encomendado por instituições privadas do setor de educação superior indica que o interesse das pessoas em investir em graduação está retornando. De acordo com a pesquisa, feita pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) em parceria com a Educa Insights, 63% dos entrevistados declararam planejar o início da faculdade no primeiro semestre de 2022. Em novembro de 2020, apenas 38% tinham intenção de se matricular no semestre seguinte.

A 5ª edição do levantamento Observatório da Educação Superior: Perspectivas para 2022 identificou também aumento do interesse dos universitários por um modelo híbrido, com aulas presenciais e à distância.

Segundo a pesquisa, na avaliação dos alunos apenas 45% da carga horária dos cursos deveriam ser dedicadas às aulas presenciais tradicionais, e o restante deveria ser ministrado no formato híbrido, o que inclui aulas remotas (16%); conteúdos digitais (16%); ou mesmo por trabalhos práticos em comunidades ou empresas (23%).

 

Podcast: Mercantilização das educação brasileira –  parte 1
Sinpro SP; 23/11
https://spoti.fi/3FHg6H4

Roberto Leher, da UFRJ, fala sobre a invasão de grupos de investimentos nas instituições privadas de ensino superior e os impactos na educação brasileira. Desta vez o Sinpro NO AR discute a entrada de grandes grupos de investimento na educação privada brasileira. Por se tratar de um tema tão importante, e que demanda um debate mais aprofundado, dividimos esse especial em dois.

Essa primeira parte trata do ensino superior, conta como o mercando financeiro se infiltrou nos conselhos administrativo das faculdades e universidades privadas, como isso afetou o trabalho docente e aponta para as possibilidades para o futuro.

 

TRABALHO

Senado ratifica volta do Ministério do Trabalho, que governo decidiu recriar no pós Centrão
Rede Brasil Atual; 23/11
https://bit.ly/3FGiGNy

Em votação simbólica, o plenário do Senado aprovou na tarde desta terça-feira (23) o projeto que recriou o Ministério do Trabalho e Previdência, que desde o início do governo estava sob controle da Economia. Mas, assim como ocorreu na Câmara na semana passada, a matéria foi aprovada sem considerar destaques da oposição, que tentava retomar atribuições da pasta. O texto vai agora à sanção presidencial.

O texto aprovado é o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 25, substitutivo à Medida Provisória (MP) 1.058. O relator foi o senador Chiquinho Feitosa (DEM-CE). Foi mais uma medida para acomodar aliados do Centrão, já que uma das primeiras medidas do governo, ao assumir, foi acabar com a pasta do Trabalho. É o 23º ministério, enquanto o atual presidente, enquanto candidato, tinha garantido que teria “no máximo” 15.


Centrais repudiam nova reforma trabalhista
Agência Sindical; 23/11
https://bit.ly/3cJqEJu

As Centrais Sindicais emitiram nota segunda-feira (22) em repúdio à tentativa do governo de impor uma nova reforma trabalhista que retira direitos. Segundo os sindicalistas, o presidente Jair Bolsonaro tenta implementar a medida sob o manto parlamentar.

Para as Centrais, essa ação se trata de uma obsessão política de uma perigosa elite financeira, que tenta extinguir qualquer amparo e proteção ao trabalhador. “Essa elite nem sequer disfarça sua falta de argumentos para tal investida. Agora, por meio de seus porta-vozes no governo, defende que a flexibilização trabalhista resolveria o problema do alto desemprego e melhoraria as condições para os informais”, diz o documento.

 

Brasil é 4º colocado em desemprego no mundo
Agência Sindical; 23/11
https://bit.ly/3cJqEJu

De acordo com estudo realizado pela agência Austin Rating, o Brasil ocupa a quarta posição no quesito desemprego em uma lista que reúne as 44 principais economias do mundo. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), são 13,7 milhões de trabalhadores sem uma ocupação no País. Isso corresponde a 13,2% da população.

Estes números superam em mais de duas vezes a média mundial. Se comparados apenas os dados das 20 maiores economias do mundo, o Brasil, que ocupa a 12ª posição, tem uma média de desemprego ainda maior.

Economia – Com a alta taxa de desempregados no País, uma outra pesquisa revela dados alarmantes. Segundo o PoderData, do portal Poder 360º, mais da metade dos brasileiros viu a sua situação financeira piorar nos últimos seis meses.

São 51% que afirmam ter queda nas condições econômicas, ante 7% que indicaram melhora e 38% que permaneceram iguais. Atentos à situação financeira, os brasileiros também opinam sobre a condução política, que influenciam os resultados da economia.

 

CONSCIÊNCIA NEGRA

Educação e Racismo são tema de roda de conversa promovida pelo Sinpro no mês da Consciência Negra.
Sinpro Campinas; 23/11
https://bit.ly/3CJ58Pj

O Sindicato dos Professores de Campinas e Região (Sinpro Campinas) em parceria com a Associação dos Professores da PUCC (Apropucc) e no ensejo do mês da Consciência Negra, abre as portas na próxima sexta-feira, dia 26 de novembro, a partir das 18 horas, para o debate étnico-racial e para celebrar a luta e resistência do povo negro.

Em formato de roda de conversa, o debate sobre o tema ‘Educação e Racismo’ será realizado e transmitido pelas redes sociais do Sinpro Campinas e Região, Youtube e Facebook, e contará com a presença de personalidades da causa étnico-racial, como: Alessandra Ribeiro, historiadora e urbanista, Caue Nunes, antropólogo e cineasta, Mestre Márcio Simplício (Mestre Griô), fundador do grupo Crispim Menino Levado, Ekedje Edna de Oyá, comendadora e militante do movimento negro e Joice Honorato, beletrista, linguista e membra do coletivo cultural ‘Precisamos Respirar é do Grupo Teatral Carcaça’.

A mediação será feita por Alexsandro Sgobin e Maria Clotilde Lemos Petta, diretores do Sinpro Campinas.

 

 

 

CORONAVÍRUS

OMS teme covid no carnaval, reforça o uso de máscaras e receia força da ‘quarta onda’
RBA; 23/11
https://bit.ly/3oYx7FP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou alerta nesta terça-feira (23) de que a “quarta onda” da covid-19 que afeta a Europa deve ser uma tendência global.

 

“O mundo, na verdade, está entrando em uma quarta onda, mas as regiões tiveram comportamento diferente em relação à pandemia“, disse a diretora-geral adjunta de acesso a medicamentos da entidade, Mariângela Simão. A especialista ainda reforçou a preocupação com grandes aglomerações, em especial com o carnaval no início de 2022.

“Me preocupa bastante quando vejo no Brasil a discussão sobre o carnaval. É uma condição extremamente propícia para o aumento da transmissão comunitária. Precisamos planejar as ações para 2022”, declarou Mariângela. Ela teme uma disseminação descontrolada do vírus. Mesmo com a melhora no quadro geral da pandemia no Brasil após o avanço da vacinação, a transmissão segue forte e de forma comunitária. Existem riscos de novas variantes mais agressivas surgirem com a ampliação da transmissão, mesmo com maioria dos brasileiros vacinados.

 

Instituto da USP atesta eficácia de máscara cirúrgica contra a variante delta
Monica Bergamo; 22/11
https://bit.ly/3FIRNsf

Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) atestou neste mês a eficácia da máscara cirúrgica Phitta Mask contra a variante delta do novo coronavírus. Segundo a instituição, o índice de proteção é de 99,05%.

 

A máscara já havia sido testada pelo ICB para as variantes P.1 e P.2 do novo coronavírus, além da cepa original —e também foi aprovada. O produto pode ser usado por até 12 horas.

Segundo especialistas, as máscaras PFF2 (ou N95) são as mais eficientes por sua capacidade de vedação, principalmente em ambientes fechados. Se não for dobrada ou molhada, ela poderá ser usada durante uma semana, no máximo durante 12 horas por dia.

Outra opção é utilizar duas máscaras cirúrgica, que podem ser associadas a uma máscara de tecido —sendo que a cirúrgica fica por baixo, a de tecido por cima.

 

 

 

 

São Paulo: o touro de ouro foi pro brejo
Nexo; 23/11
https://bit.ly/3HSOFMf

Estátua de touro está sendo removida por violar Lei Cidade Limpa. Órgão da prefeitura de São Paulo afirma que peça tem caráter publicitário e não poderia ser exposta sem autorização de comissão que analisa incorporação de novos elementos à paisagem urbana. Responsáveis serão multados.

A multa, ainda sem valor definido, foi decidida pela comissão formada por 16 integrantes da sociedade civil e do poder público na terça-feira (23).

A informação foi inicialmente divulgada pelo site G1. O órgão é o responsável por autorizar a incorporação de novos elementos à paisagem urbana de São Paulo, em adequação à Lei Cidade Limpa, em vigor desde 2006. Segundo a comissão, a colocação do touro violou a lei por instalar a estátua sem a licença ou autorização, como é exigido pela legislação.

Apenas na sexta-feira (19), a empresa DMAISB Arquitetura e Construção, responsável pelo licenciamento da estátua, pediu autorização ao órgão para expor a obra como uma exposição temporária, a exemplo de eventos como a CowParade, que espalhou estátuas de vacas pela cidade.

Urbanistas que integram a comissão, porém, consideram que o touro não seria uma exposição temporária porque tem características de estátua ou monumento, devido às suas dimensões.

O órgão também concluiu que o touro não pode ser considerado uma obra de arte, mas uma peça de propaganda da empresa de educação financeira Touro Inc., que pertence à XP Investimentos. Ambas patrocinaram a estátua. A comissão ainda definiu que a peça deve ser removida do local pela prefeitura.