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Enem não cedeu a pressão bolsonarista, ministros de Educação de Lula a Temer dizem que situação no Inep é ‘insustentável’, grupo Vitamina na mira do Sindicato, e mais:

Por segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Professores e auxiliares da Educação Básica cumprem rodada de assembleias em todo o Estado, consagrando um movimento histórico de organização nos locais de trabalho –pressão da base obriga patronal a recuar de sua intransigência, voltar a negociar e tornar a decisão do Tribunal no dissídio em convenção coletiva de trabalho.

VEJA QUEM AINDA ESTÁ REALIZANDO ASSEMBLEIA:
Guarulhos – 22/11    18h00
Jacareí – 23/11    18h00
Jaú – 22/11    18h00
Ourinhos – 22/11    09h00
Rio Preto (sinpro) – 22/11    19h00
Rio Preto (SAAE) – 24/11    18h00
Valinhos – 24/11    18H00

 

 

 

 

Enem fala de racismo e traz críticos do governo
Valor Econômico; 22/11
https://glo.bo/3DSucEQ

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021 apresentou questões sem sinais aparentes de interferência política e ainda abriu espaço, no tema da redação, para discussão sobre importância do Registro Civil no país – que mensura nascimentos, óbitos, casamentos e divórcios. A avaliação partiu de cinco especialistas em educação ouvidos pelo Valor.

Os educadores foram unânimes ao destacar a importância do tema da redação, “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil”, bem como os esforços dos servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela elaboração das provas, em montar uma prova “equilibrada”, nas palavras dos especialistas.

 

Enem 2021: Questão sobre luta de classes com texto de Engels havia sido vetada
Estadão; 21/11
https://bit.ly/3cGm4LG

Segundo o Estadão apurou, os servidores do Inep envolvidos no processo conseguiram controlar a montagem da prova. Mesmo as questões que foram substituídas não tiveram conteúdo diferente ou manipulado. Por essa razão, professores de colégios e cursinhos têm dito que o Enem deste domingo seguiu uma linha parecida ao que vinha apresentando nos últimos anos, apesar da crise deflagrada. O professor de História João Daniel Lima de Almeida, do Descomplica, disse que ficou surpreso com a qualidade da prova, que tinha questões “muito progressistas”. “Censura passou longe”, afirmou.

Segundo relatos à reportagem, 24 questões teriam sido retiradas após uma “leitura crítica” dentro da sala segura do Enem. Algumas foram consideradas “sensíveis”. As comissões de montagem da prova sugeriram outras perguntas para substituí-las, mas o Enem acabou descalibrado – o exame tem uma quantidade de questões consideradas fáceis, médias e difíceis. Assim, 13 das questões suprimidas foram reinseridas.


Bolsonaro pediu que Enem trocasse Golpe de 1964 por revolução em questões, dizem servidores
Folha de S. Paulo; 19/11
https://bit.ly/3HGqK2H

O desejo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de deixar o Enem com “a cara do governo” incluiu um pedido, feito ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, para que houvesse questões que tratassem o golpe militar de 1964 como uma revolução.

O pedido de Bolsonaro teria ocorrido no primeiro semestre, segundo relatos de integrantes do governo.

Ribeiro chegou a comentar a fala com equipes do MEC (Ministério da Educação) e do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), mas não levou o pedido adiante de modo prático, uma vez que os itens passam por longo processo de elaboração.

 

‘Insustentável’, dizem ex-ministros da Educação sobre crise no Inep
UOL; 20/11
https://bit.ly/30PAV4k

Ex-ministros da Educação dos últimos governos afirmaram, em carta, que nunca foi vista uma “crise tão profunda” no Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) como a enfrentada no momento.

“Quando o Inep é ameaçado, perde-se o efeito de ‘Estado’, nas políticas educacionais, e fica-se apenas em questões superficiais, como as interferências ideológicas opostas ao caráter técnico”, afirmaram os ex-ministros. O texto diz ainda que a crise tornou “insustentável” com o pedido de exoneração dos mais de 30 servidores.

A carta assinada é pelos ex-ministros da Educação (em ordem cronológica): Tarso Genro – governo Lula (PT), Fernando Haddad – governo Lula (PT), Aloizio Mercadante – governo Dilma (PT), Renato Janine Ribeiro – governo Dilma (PT), Mendonça Filho – governo Temer (MDB), Rossieli Soares – governo Temer (MDB).

 

Questões do Enem na mira de Bolsonaro são eficientes em testar conhecimento
Folha de S. Paulo; 20/11
https://bit.ly/3CKfI8O

A reportagem analisou 24 questões que foram criticadas por políticos conservadores, como Bolsonaro, ou que abordam a ditadura militar (1964-1985). Desde 2019, início da atual gestão, nenhuma questão sobre o regime caiu na prova, e integrantes do governo chegaram a dizer que o tema seria polêmico.

Segundo especialistas, pode ser considerada uma boa pergunta aquela que consegue discriminar os participantes de acordo com o nível de conhecimento, ou seja, alunos que dominam o tema vão melhor que aqueles com pouco aprendizado na área.

Além da capacidade de discriminar participantes que dominam o conhecimento avaliado, foram levados em conta a relação entre o acerto no determinado item e nos demais, a chance de participantes de menor proficiência acertarem mais que alunos melhores e, por fim, se o item se comporta de acordo com o modelo TRI (Teoria da Resposta ao Item) de três parâmetros adotado pelo Enem para a correção das provas.

 

 

EDUCAÇÃO BÁSICA

Professores denunciam grupo Vitamina
Agência Sindical; 19/11
https://bit.ly/3nEehVa

Direitos básicos como a obrigatoriedade de entrega de cesta básica aos funcionários, bolsa de estudo para os filhos e garantia semestral de salários é o que o Vitamina tenta retirar, assim como oferece um Piso salarial menor.

De acordo com presidente do Sinpro-SP, Luiz Antonio Barbagli, a entidade já está atuando na defesa dos professores. “Tão logo começaram a chegar as primeiras denúncias, o Sindicato chamou os docentes pra reunião virtual e convocou a holding, que comprou as escolas”, explica o dirigente. “O Sinpro prefere a negociação, mas vai processar cada uma das escolas se não houver outra solução”, garante o presidente da entidade.

 

EDUCAÇÃO SUPERIOR

Inclusão de professores negros no ensino superior pouco avança em dez anos
Folha de S. Paulo; 21/11
https://bit.ly/3nEW3CT

Quem forma médicos, advogados, engenheiros e outros profissionais no ensino superior do Brasil são, sobretudo, pessoas brancas —e o cenário praticamente não mudou nos últimos anos.

Os dados oficiais são do Censo da Educação Superior do Inep-MEC (de 2019). As informações são baseadas em autodeclarações dos professores em exercício nas instituições de ensino superior públicas e privadas.

Por exemplo, pelo retrato, a USP —melhor universidade do país, de acordo com rankings nacionais e internacionais— não chega a ter 4% de docentes negros.

 

CORONAVÍRUS

‘Kit covid’ deve provocar geração de bactérias resistentes a medicamentos, diz OMS
RBA; 19/11
https://bit.ly/3cDZnI6

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou nesta quinta-feira (18) alerta de que o uso indiscriminado de medicamentos como cloroquina, ivermectina e azitromicina para tratar sintomas de covid-19 deverá levar a um aumento de doenças resistentes a estes medicamentos, que agem contra parasitas e bactérias, mas não funcionam contra vírus de nenhum tipo.

 

Mesmo cientificamente comprovada sua ineficácia contra o coronavírus, no Brasil, eles foram largamente adotados por parte da população, ao serem propagandeados por Jair Bolsonaro.

Resistentes – Estes medicamentos, antibióticos e antiparasitários, são essenciais para conter doenças que circulam de forma endêmica. Ao serem utilizados sem necessidade, tal como estimulado amplamente pelo presidente e seus seguidores, perdem eficácia para o que deveriam ser aplicados: o combate a bactérias e parasitas. “Bactérias podem desenvolver resistência e tornar esses medicamentos ineficazes com o tempo. Na verdade, é exatamente isso que estamos vendo: devido ao uso excessivo e indevido de antibióticos e outros antimicrobianos, corremos o risco de perder os medicamentos de que dependemos para tratar infecções comuns”, explica a Opas.

 

 

 

Artigo: ‘Por que é tão difícil conectar as escolas?’
Folha de S. Paulo; 22/11
https://bit.ly/30RHuCX

Quem esperava que o 5G fosse a bala de prata vai continuar a ver o lobisomem vivo

Por Ronaldo Lemos, advogado, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro: “Se existe uma política pública que deveria ser consenso no Brasil, mas não é, é a questão de conectar todas as escolas públicas do país com internet de alta velocidade.

As escolas deveriam ter sempre a melhor conexão possível. Só que na realidade essa conexão continua precária, com baixa velocidade e, na maior parte dos casos, o acesso chegando apenas a professores e administradores, mas não aos alunos.

O leilão do 5G foi exemplo de como essa questão é tratada de forma desleixada entre nós. Tentou-se a todo custo excluir a exigência de conectar escolas do leilão. Por exemplo, a obrigação de conectar 31 mil quilômetros de estradas entrou fácil no leilão. Ganha um doce quem conseguir justificar por que conectar as estradas do país é mais prioritário do que conectar as escolas.

Por fim, o esforço para conectar as escolas deve ser sempre multissetorial. Para dar certo, precisa envolver não só o setor público mas também o setor privado, a comunidade científica e a sociedade civil.

 

Na maior parte dos casos em que o Brasil atuou em questões de tecnologia a partir de uma estratégia multissetorial, essa atuação deu certo. Vale lembrar: é impossível construir a educação do futuro se a premissa disso —conectividade— não existe.”