NOTÍCIAS DO DIA

A volta obrigatória às aulas presenciais, a PLR negociada na Educação Básica e paga até sexta no Ensino Superior, os salários do Sesi/Senai e mais:

Por quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Minuto Fepesp 13/10: Dissídio 2021 na Educação Básica: garantidas cláusulas sociais de direitos por quatro anos, reajuste de 6,29% retroativo a 01/03 (pago de uma vez!) e a PLR – que por decisão do Tribunal será negociada na escola, com comissão eleita, com assistência do sindicato.

 

 

SP vai determinar volta obrigatória às aulas presenciais, a partir de segunda
Estadão; 13/10
https://outline.com/xaEJK5

A partir de segunda-feira, todos os alunos do Estado, de escolas públicas e particulares, terão de voltar obrigatoriamente às aulas presenciais, segundo determinação do governo estadual. O governador João Doria vai anunciar hoje, em coletiva à imprensa, que a presença deixa de ser facultativa. Além disso, a partir do dia 3 não será mais necessário o distanciamento de 1 metro entre estudantes, o que atualmente acaba levando ao revezamento de dias presenciais por falta de espaço nas salas.

Os prefeitos têm ainda autonomia para decidir apenas se as redes municipais vão acompanhar as medidas, mas a estadual e a privada (com exceção das que têm só educação infantil) são reguladas pelo Estado.

 

Rio de Janeiro: Escolas particulares se dividem sobre retorno pleno às aulas presenciais recomendado pela Prefeitura do Rio
Extra; 12/10
https://glo.bo/3mIgPje

Um dia após o comitê científico da Prefeitura do Rio recomendar o retorno pleno às aulas presenciais para todas as redes do município, inclusive a privada, as escolas particulares se dividem na adesão à medida.

 

Salvador: pais e professores estão incertos sobre volta às aulas 100% presenciais
Extra; 10/10
https://glo.bo/3AIRivC

Anunciadas pelo governador na sexta (8), as aulas da rede estadual voltarão de forma 100% presencial a partir do próximo dia 18 de outubro, na terceira fase do ano letivo continuum 2020/21. O anúncio foi feito por Rui Costa durante visita à cidade de Floresta Azul, no sul baiano, mas, depois, o assunto também apareceu nas suas redes sociais.

Acontece que o rodízio das aulas presenciais dia sim, dia não, se aplica apenas aos alunos, que, por muitas vezes, utilizam um transporte público lotado para se deslocarem até as aula

 

Para lembrar: de ‘incrível’ a ‘frustrada’, estudantes relatam volta às aulas presenciais
Guia do Estudante; 11/10
https://bit.ly/3BDcnc7

Com uma média móvel por volta de mil mortes diárias por covid-19, o Brasil começou a retomar as aulas presenciais na maior parte do país em agosto. Em estados como São Paulo e Espírito Santo já foi permitida 100% da presença dos alunos nas escolas desde a semana passada. Entretanto, ainda é necessário que os estabelecimentos de ensino tenham capacidade física para receber todos os matriculados, seguindo os protocolos de segurança, como o distanciamento de um metro.

GUIA escutou os estudantes sobre o retorno – e também o não retorno de alguns – às salas de aulas físicas e o contato presencial com os colegas e professores.

 

SESI/SENAI

Ministério Público sugere divulgação de salários de Senai e Sesi
Painel S/A; 12/10
https://bit.ly/3FGVfo4

O MPF (Ministério Público Federal) emitiu parecer ao STF (Supremo Tribunal Federal) na segunda (11) sugerindo a divulgação do salário dos funcionários do Senai e do Sesi em seus sites oficiais.

Segundo o órgão, as entidades recebem recursos públicos e, portanto, os funcionários devem seguir as mesmas regras de transparência válidas aos servidores da administração federal, como determina a Lei de Acesso à Informação. As entidades questionam no STF uma decisão do TCU (Tribunal de Contas da União), que determinou a publicação mensal do salário dos funcionários na internet. O relator é o ministro Luís Roberto Barroso.

A transparência do Sistema S é uma briga antiga. Em maio de 2019, Jair Bolsonaro assinou um decreto obrigando as entidades a informar gastos com salários e serviços prestados.

 

 

ESPECIAL DIA DOS PROFESSORES

Edição especial da revista ‘Sem Terrinha’ traz o legado de Paulo Freire para crianças
Rede Brasil Atual; 12/10
https://bit.ly/3Ax37Vz

O legado de Paulo Freire é o tema da edição especial da revista Sem Terrinha, lançada hoje (12) pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). A obra já está disponível em versão impressa e digital, podendo ser acessada no site do MST e baixada gratuitamente.

A publicação é lançada em meio à Jornada Nacional “Movimento Sem Terra: Cultivando Solidariedade”, que começou domingo e termina hoje, Dia das Crianças. A jornada, que acontece nos quatro cantos do país, inclui atividades educativas e lúdicas, com o lema “Sem Terrinha cultivando solidariedade e o legado de Paulo Freire”.


Paulo Freire vive no jornalismo feito sobre, para e a partir das periferias e favelas brasileiras
Observatório da Imprensa; 07/10
https://bit.ly/3iXA9YU

Não é só no meio acadêmico que as homenagens ao centenário de Paulo Freire acontecem. No jornalismo, elas também estão presentes, sobretudo naquele praticado pelas populações periféricas e faveladas, a quem a educação freiriana foi dedicada. Em reportagem publicada no último mês, o portal jornalístico Periferia em Movimento (SP) afirmou que os “estudos do educador seguem muito atuais e presentes nas práticas cotidianas nas escolas, nas culturas populares e movimentos sociais que estão nas quebradas e favelas do Brasil”. Compartilho do mesmo entendimento ao observar atualmente o modo de agir do Jornalismo profissional feito sobre, para e a partir desses contextos.

 

100 anos de Paulo Freire: Educador está presente nas práticas educacionais em periferias e favelas
Periferia em  Movimento; 05/10
https://bit.ly/3DI0IJH

Periferia em Movimento conversamos com 2 profissionais da educação da cidade de São Paulo sobre como os estudos do educador seguem muito atuais e presentes nas práticas cotidianas nas escolas, nas culturas populares e movimentos sociais que estão nas quebradas e favelas do Brasil.

Elas também contam como, em especial, a educação infantil se baseia de diferentes formas em Freire em sua relação e apoio ao desenvolvimento das crianças. Confira a conversa completa que fizemos com Núbia Amorim e Luciana Dias aqui, ou clicando na imagem acima.

 

Ensino Superior: Segunda parcela do abono especial deverá ser paga até o dia 15 de outubro
Sinpro ABC; 05/10
https://bit.ly/3v7hpek

Atenção, professores do Ensino Superior: Conforme determina a Convenção Coletiva da categoria, a segunda parcela do abono especial ou PLR deverá ser paga até sexta-feira, dia 15. Como prevê o acordo, o trabalhador receberá 25% da remuneração mensal até o dia 15 de outubro.

Para o professor admitido até 31/12/2020, entende-se por remuneração mensal o valor da média aritmética do salário base dos meses trabalhados entre 1º de março de 2020 a 28 de fevereiro de 2021, desconsiderando-se nesse cálculo os meses em que houve redução salarial ou suspensão de contrato de trabalho em virtude da aplicação da MP936, convertida na lei 14.020/2020. Para quem foi admitido a partir de 01/01/2021, a referência é o valor do salário base do mês anterior à data do pagamento da PLR ou do abono especial.

Profissionais admitidos a partir de 1 de julho de 2021 terão direito à PLR ou ao abono especial no valor igual à parcela de 25% da remuneração mensal.

 

POLÍTICA EDUCACIONAL

Novo ensino médio começa em 2022 de forma desigual pelo país
G1; 10/10
https://glo.bo/3mNUocK

Com a entrada em vigor do novo ensino médio a partir de 2022, escolas públicas e privadas deverão implementar mudanças no 1º ano dessa etapa do ensino. A começar pela carga horária, que sobe de 4 para 5 horas diárias. Mas essa revolução será sentida de maneira desigual a depender de onde o estudante vive.

Veja os principais pontos do novo ensino médio:

  • Sabe aquele modelo tradicional de aprender só sobre matemática na aula de matemática, só sobre português na aula de português? Não será mais assim: as disciplinas precisarão “se conversar”, em vez de ficarem separadas em “gavetinhas” distintas.
  • O tempo de permanência na escola aumentará de 4 para 5 horas diárias. O objetivo é que a carga horária cresça progressivamente para haver mais colégios em tempo integral (com 7 horas diárias).
  • Cada estudante poderá montar seu próprio ensino médio, escolhendo as áreas nas quais se aprofundará. A intenção é que sejam três anos de estudo com: conhecimentos básicos de cada disciplina + conteúdos focados nos objetivos pessoais e profissionais dos alunos.
  • Foi criado o chamado “projeto de vida”: um componente transversal que será oferecido nas escolas para ajudar os jovens a entender suas aspirações.
  • Atenção: nenhuma disciplina vai sumir do currículo. Pelo contrário: todas elas deverão ser oferecidas seguindo as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – um documento que estabelece as habilidades e matérias que precisam ser ensinadas a todos.
  • As mudanças acima são regulamentadas por uma lei aprovada em 2017 – ou seja, as redes de ensino tiveram 4 anos para se preparar até a estreia, marcada para o início do ano que vem.
 

Governos estaduais reduzem gastos com educação apesar de aumento de receita
Agência Fapesp; 06/10
https://bit.ly/3FJWD9C

A maioria dos governos estaduais deixou a educação em segundo plano, aproveitando o período de suspensão das aulas presenciais para economizar o dinheiro em caixa em vez de usá-lo para reformar escolas e se preparar para receber os alunos de volta neste ano.

“Não houve prioridade para a educação, apesar dos desafios criados pela pandemia”, diz a economista Úrsula Peres, da Universidade de São Paulo, coordenadora do grupo que fez o estudo, ligado à Rede de Pesquisa Solidária. “Falta coordenação nacional e planejamento das ações dos estados.

 

 

CORONAVÍRUS

Flexibilização do distanciamento pode levar à retomada dos casos de covid, aponta a Fiocruz
Rede Brasil Atual; 11/10
https://bit.ly/3oZH2wr

O surto de covid-19 segue tendência de estabilidade no Brasil. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) o cenário é de “pequenas oscilações, em todas as faixas etárias analisadas”. A entidade reafirma a necessidade de cuidados como uso de máscaras e pede a revisão do fim das medidas de distanciamento. “O Brasil como um todo apresenta sinal de estabilização na tendência de longo prazo, ou seja, em relação às últimas seis semanas, e de crescimento no curto prazo, últimas três semanas”.

 

Professora cria canal em Libras para potencializar a educação inclusiva
Band; 12/10
https://bit.ly/3FM1GXc

AO primeiro contato de Doani Emanuela Bertan com a língua de sinais veio nos anos 80, quando a cantora Xuxa lançou a música “Abecedário da Xuxa”. Mal sabia Doani que isto viraria carreira e contribuiria para torná-la uma das dez melhores professoras do mundo.

Hoje, educadora de uma escola municipal da cidade de Campinas, no interior de São Paulo, ela é professora bilíngue de alunos surdos e ouvintes.

Em 2018, já lecionando, ela estava insatisfeita com o conteúdo passado às crianças surdas e teve a ideia de criar o Sala 8, um canal de vídeoaulas em Libras.

O projeto a levou a ser selecionada para o Global Teacher Prize, o Nobel da Educação, em 2020. Ponto importante: as aulas não são adaptadas, são pensadas especificamente para os estudantes surdos.

A educação inclusiva foi implementada no Brasil em 2003, antes o Ministério da Educação separava em escola regular e escola especial.

A área, no entanto, é negligenciada também nos dados. Não existem informações sobre o perfil dos estudantes, nem a quantidade de professores capacitados para atendê-los.