NOTÍCIAS DO DIA

A propina da vacina, educação perde 1.500 trabalhadores para o vírus, vacinação impulsiona matrículas no ensino superior, e mais:

Por quarta-feira, 30 de junho de 2021

CPI da Covid confirma que o número de mortos na pandemia seria muito menor se houvesse imunização em grande escala. Basta desse governo inepto, inapto e corrupto!


 

 

Governo Bolsonaro pediu propina de um dólar por dose de vacina, diz jornal
Rede Brasil Atual; 28/06
https://bit.ly/2TmdZpt

Mais um indício de corrupção do governo de Jair Bolsonaro surgiu na noite desta terça-feira (29): um pedido de propina. Um representante de empresa vendedora de vacinas afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que recebeu pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde.

De acordo com Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresentou ao jornal como representante da Davati Medical Supply, o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, teria cobrado a propina em 25 de fevereiro, durante jantar em restaurante de Brasília.

 

País tem 89 mil desligamentos por morte de janeiro a abril: educação perde 1.500 trabalhadores
Rede Brasil Atual; 29/06
https://bit.ly/2UhPB8U

De janeiro a abril, o país registrou 35.125 desligamentos contratuais por morte, crescimento de 89% em relação a igual período de 2020. Os dados, recolhidos do “novo” Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged, do Ministério da Economia) foram divulgados pelo Dieese. O instituto destaca o setor de educação, o quarto em número de contratos extintos: 1.479, aumento de 128%. O levantamento não fala explicitamente em covid-19, mas pelo menos em alguns casos a relação é evidente.

Desse total, a categoria de “profissionais do ensino”, reunindo professores e coordenadores, representaram 621 mortes, alta de 163%. Os trabalhadores de serviços (como faxineiros, porteiros, zeladores e cozinheiros) somaram 263.

 

Vacinação deverá impulsionar matrículas no ensino superior, diz estudo
Agência Brasil; 29/06
https://bit.ly/3AdTaNS

Faculdades e universidades particulares esperam uma retomada das matrículas no ensino superior, impactadas pela pandemia, principalmente a partir do ano que vem. O levantamento Observatório da Educação Superior: análise dos desafios para 2021 – 3ª edição, apresentado hoje (29), mostra que a vacinação é um dos principais fatores que dão segurança aos estudantes e elevam a intenção de começar os estudos.

A pesquisa mostra que 39% dos entrevistados que tomaram pelo menos a primeira dose do imunizante contra a covid-19 desejam começar a graduação ainda em 2021, no próximo semestre, e 41% no início de 2022. Entre os jovens que ainda não foram vacinados, apenas 16% responderam que têm intenção de começar seus cursos no meio do ano e 43% vão aguardar o próximo ano letivo.

Os não imunizados representam o público mais inseguro: 29% não se decidiram sobre quando se matricular. Entre os vacinados, esse percentual é de 9%, ou seja, 3,2 vezes menor.

 

CORONAVÍRUS



Postos de saúde estão com falta de Coronavac para segunda dose em São Paulo

Agora; 29/06
https://bit.ly/3y86UYp

Paulistanos estão enfrentando dificuldades para encontrar a dose de reforço da Coronavac nos postos de saúde. Para evitar problemas, a dica é a de, antes de sair de casa, verificar se a unidade dispõe do imunizante.

A situação está levando as pessoas a tomarem a segunda dose fora do intervalo estipulado pela própria prefeitura, de até 28 dias.

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde disse que está realizando remanejamentos para reabastecer as UBSs que estejam com falta da Coronavac e afirma que em caso de ausência do imunizante para segunda dose, a unidade básica de saúde se prontifica a ligar para avisar sobre a chegada de novas doses para que a vacinação seja efetivada.


 

O NEGÓCIO DA EDUCAÇÃO

Ânima vende Escolas Internacionais de Florianópolis e de Blumenau e Colégio Tupy para a Bahema
Valor Econômico; 29/06
https://glo.bo/2UeF6Ts

A operação somou R$ 36,5 milhões; a Bahema é a holding de colégios de educação básica controlada pela gestora Mint e a família Affonso Ferreira

Essas escolas de educação básica entraram para o portfólio da Ânima com a aquisição da Unisociesc, instituição de ensino superior catarinense adquirida pela companhia em 2015, que atuava também no mercado de colégios.

O montante de R$ 36,5 milhões considera um valor fixo mínimo de R$ 30 milhões e um “earn out” (um adicional a ser pago a depender do desempenho do negócio após a venda) estimado em R$ 6,5 milhões. A quantia será paga em duas parcelas, sendo R$ 18 milhões no fechamento da operação e R$ 12 milhões até maio de 2022. Os valores adicionais serão pagos em 2022, 2023 e 2024, conforme o resultado operacional das escolas.


POLÍTICA EDUCACIONAL

Milton Ribeiro quer ‘comitê editorial’ para revisar e liberar estudos sobre a educação brasileira
G1; 29/06
https://glo.bo/2SAeY56

Ministro respondeu a uma inquirição formal parlamentar que questionava o Inep por ter suspendido a publicação de uma pesquisa. Tese do estudo defende que investimento em alfabetização poderia fazer Brasil ‘lucrar’ R$ 118 por aluno.

O estudo “Avaliação econômica do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa” já tinha cumprido todas as etapas burocráticas internas e foi barrado após o Inep anunciar que um comitê editorial – inexistente anteriormente – seria instalado para “garantir a excelência do processo”.

 

Inscrições para o Enem 2021 começam nesta quarta (30)
Folha de S. Paulo; 29/06
https://bit.ly/3qznOwy

As inscrições para o Enem 2021 começam nesta quarta (30) e vão até 14 de julho. A prova está marcada para os dias 21 e 28 de novembro.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 85 e pode ser pago até o dia 19 de julho. No momento da inscrição, que deve ser feita pela página do participante, o candidato deve escolher se quer fazer a prova impressa ou digital. Nesta edição, o Inep disponibilizou mais de 101 mil inscrições para a modalidade digital do exame, que é exclusiva para quem já concluiu o ensino médio, ou está concluindo em 2021.

A novidade para a edição deste ano é que as provas impressa e digital serão feitas na mesma data, nos dias 21 e 28 de novembro. No Enem 2020, a aplicação ocorreu em finais de semana diferentes.


Projeto inclui estudo de saúde e segurança em base curricular da educação básica
Agência Câmara; 29/06
https://bit.ly/3w64ok9

O Projeto de Lei 1827/21 prevê que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) incluirá o estudo sobre saúde e segurança como tema transversal nos currículos da educação básica, seguindo como referência a Norma Regulamentadora n° 5 (NR5).

A NR5 é um documento editado pelo governo que regula a criação e o funcionamento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), órgão interno das empresas que tem por objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.


TV Cultura exibirá vídeos de pesquisas realizadas na USP
Jornal da USP; 29/06
https://bit.ly/3xdtKy0

Uma parceria da USP com a Fundação Padre Anchieta vai exibir a partir do dia primeiro de julho na programação da TV Cultura vídeos de pesquisas realizadas por estudantes de pós-graduação da Universidade. São 30 produções que foram premiadas na segunda edição do Prêmio Vídeo Pós-Graduação USP, iniciativa que busca aprimorar a habilidade de comunicação dos estudantes e permitir que a sociedade seja informada dos estudos importantes que estão sendo realizados na Universidade. O canal paulista selecionou 20 destes vídeos, que atenderam os padrões e critérios de divulgação em mídia televisiva, e exibirá um por dia.

“Precisamos intensificar essa comunicação com a sociedade para que ela valorize ainda mais a missão da Universidade”, destaca a professora Célia Regina da Silva Garcia, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Ela coordena o prêmio anual, estabelecido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP, que escolhe vídeos de destaque em dez grande áreas do conhecimento: Ciências Agrárias; Ciências Biológicas; Ciências Exatas e da Terra; Ciências da Saúde I; Ciências da Saúde II; Engenharias; Ciências Humanas; Linguística, Letras e Artes; Multidisciplinar; Ciências Sociais Aplicadas.

Os vídeos produzidos pelos pós-graduandos têm duração máxima de três minutos, apresentam o tema do estudo e o impacto das pesquisas desenvolvidas na pós-graduação.

 

TRABALHO

Sindicato dos Professores de SP cria Fundo Emergencial Solidário
Agência Sindical; 29/06 – https://bit.ly/3hkkYr3
Radio Peão Brasil; 28/06 – https://bit.ly/3hjzdfV

Para amparar em caráter emergencial professoras e professores sindicalizados demitidos em junho de 2021 e que não disponham de outra fonte de renda, o SinproSP criou o Fundo Emergencial Solidário. A ideia surgiu de discussões durante as assembleias realizadas neste primeiro semestre e foi acolhida pela diretoria do Sindicato.

É preciso inscrever-se entre os dias 1º e 30 de agosto e o valor de R$ 400,00 será creditado entre os dias 10 e 30 de setembro. Acesse aqui o Regimento do Fundo Emergencial Solidário.

 

 

Como terminam as pandemias
Folha de S. Paulo; 29/06
https://bit.ly/3jsLrFv

O mais comum é as doenças se tornarem membros permanentes da humanidade

 

 

Por Atila Iamarino, Doutor em Ciências pela USP: “Com a Covid, nosso avanço científico permitiu um feito inédito: vacinas desenvolvidas no primeiro ano da pandemia, graças a tecnologias rapidamente convertidas.

Vacinas de vírus inativado, como a Coronavac e a Covaxin, usam uma técnica desenvolvida nos EUA para vacinar os soldados da Segunda Guerra Mundial contra a gripe. As vacinas de vetor viral, como a de Oxford, a Sputnik V e a da Janssen, adaptaram uma técnica em uso desde 2019 para a vacinação contra o vírus ebola. E as vacinas de RNA como a Pfizer vinham sendo desenvolvidas desde 2010 e debutaram contra a Covid.

Com esse rol de possibilidades e a mobilização mundial, caminhamos para o controle da pandemia na base da imunização. Mas como as pandemias passadas acabaram antes dessa solução?

Nós temos várias evidências de pandemias anteriores, e a história que contam não pode ser ignorada.

Por volta de 8% do nosso genoma é formado de vírus que foram incorporados ao nosso DNA, vírus que encontramos ao longo da nossa evolução que acabaram incorporados permanentemente ao genoma humano. São fósseis genéticos de infecções passadas. E uma comparação de outro registro genômico pode explicar como eles foram embora.

O mais comum entre doenças infecciosas recentes é elas se tornarem endêmicas, membros permanentes da humanidade. Várias pinturas e esculturas egípcias com milhares de anos registram pessoas com membros atrofiados que lembram muito a síndrome pós-pólio, a paralisia que atinge quem teve poliomielite. O sarampo trazido por europeus deve ter ceifado milhões de nativos das Américas no século 16. São doenças infecciosas contra as quais desenvolvemos imunidade protetora, mas que ainda persistem por milênios. Só não causam mais mortes graças à vacinação infantil, que protege os pequenos humanos suscetíveis que nascem todos os anos.

A Covid é mais uma doença infecciosa que encontra uma espécie urbana, com mais de 7 bilhões de membros capazes de cruzar o mundo em um dia. Ela não vai embora sozinha, como a gripe, o sarampo e a pólio não foram. Como essas doenças nos ensinam, precisaremos das vacinas e de novos hábitos para conter o vírus”.