Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de
Ensino de Presidente Prudente e Região

NOTÍCIAS DO DIA
SP perto de adiar volta às aulas, ansiedade afeta 68% dos educadores, Bolsonaro denunciado na corte de Haia, e mais: a primeira escritora negra do Brasil, uma desconhecida.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

 

 

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SP perto de adiar volta às aulas na rede pública
Coluna do Estadão; 25/07
https://bit.ly/3308jUG

Está subindo no telhado a data sonhada pelo governo paulista para a retomada das aulas presenciais na rede pública de ensino: 8 de setembro próximo. A menos que o Plano São Paulo seja flexibilizado, algo até agora fora de cogitação no Bandeirantes, será muito difícil seguir o cronograma. De acordo com as regras, as atividades de ensino nas escolas só serão retomadas quando o Estado inteiro estiver na fase amarela há pelo menos 28 dias. Trocando em miúdos, isso tem de acontecer até o dia 11 de agosto, e três regiões ainda estão no vermelho.

Os professores de São Paulo, por meio de entidades de classe, também são um entrave para a ideia de retomar as aulas presenciais em setembro próximo. Ganha cada vez mais força entre a categoria o lema: volta às aulas nas escolas, só com a vacina.

 

Gabbardo diz que não será possível cumprir previsão de volta às aulas em SP
UOL; 25/07
https://bit.ly/2P1EsTK

João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência do combate ao coronavírus em São Paulo, afirmou hoje que “não vai ser possível” reabrir as escolas do estado na data prevista. Fechadas desde meados de março, as escolas de todo o estado de São Paulo tinham previsão de reabertura a partir de 8 de setembro. O plano de retorno das atividades, no entanto, condiciona a volta às aulas à situação da pandemia no estado, além de prever uma ocupação máxima de 35% das unidades escolares.

[No entanto] na semana passada, após reavaliação da previsão de retomada das atividades presenciais, o governo João Doria (PSDB) decidiu manter o plano de volta das aulas para setembro.

 

Pesquisa: 68% dos educadores afetados por ansiedade durante a pandemia
Nova Escola; 25/07
https://bit.ly/3f15K77

Nos meses de junho e julho de 2018, NOVA ESCOLA realizou uma pesquisa on-line com foco na saúde do educador que reuniu mais de 5 mil respondentes. Já no período, os números indicavam a necessidade de um olhar atento para o bem-estar dos profissionais da Educação. Entre os dados:

  • 66% já precisaram se afastar do trabalho por questões de saúde.
  • A ansiedade afeta 68% dos educadores. Além disso, 28% deles afirmaram sofrer ou já ter sofrido de depressão até o período da pesquisa.
  • Os problemas de saúde mais relatados pelos educadores foram estresse e dor de cabeça (63%), insônia (39%), dores nos membros (38%) e alergias (38%).

O cenário atual da covid-19 também mostra que esse é um tema de atenção entre os educadores. Em relação ao período pré-pandemia:

  • Apenas 8% afirmam que se sentem ótimos.
  • 28% avaliam a saúde emocional como péssima ou ruim, 30% como razoável.
  • Estresse envolvido na necessidade de aprender rápido para adequar o planejamento, risco de contaminação, insegurança em relação ao futuro, falta de reconhecimento das famílias e gestores, aumento no tempo de preparo das aulas e de dedicação aos alunos e sensação de não conseguir dar conta de todas as demandas domésticas, familiares e profissionais aparecem entre os fatores destacados pelos professores.

 

Fiocruz lança manual para volta às aulas, mas alerta que covid pode levar a novas suspensões
Estadão; 25/07
https://bit.ly/3jDn31L

‘O momento de reabertura das escolas deve ser orientado por análises epidemiológicas que indiquem redução contínua de novos casos de covid-19 e redução da transmissão comunitária da doença’, ressalta fundação.

O Manual lançado pela Fiocruz está aqui.

O documento traz informações sobre a covid-19, sugestões de organização geral das escolas para atividades de ensino presenciais, recomendações gerais para o deslocamento de alunos e trabalhadores, e sugestões para assegurar a saúde do trabalhador.

“Planos de reabertura que não correspondam a um cenário epidemiológico de redução sustentada da transmissão da covid-19 e que não tenham a proteção aos trabalhadores e estudantes como aspecto central, exigirão das escolas esforços incompatíveis com a sua estrutura e a sua missão, podendo colocar em risco toda a comunidade escolar”, alerta o manual.

 

 

Ensaio fotográfico registra escolas fechadas em meio à pandemia
Folha de S. Pàulo; 24/07
https://bit.ly/32Xa7O9

Passar em frente a uma escola era sinônimo de ouvir crianças brincando e aulas em andamento. Agora, em meio à quarentena decretada pelo novo coronavírus, o ar desértico toma conta dessas instituições –inclusive em suas imediações.

O Estado de São Paulo tem mais de um terço do total de estudantes matriculados no Brasil, com cerca de 3,5 milhões de alunos frequentando o ensino regular. As mais de 5.000 escolas estaduais paulistas estão fechadas há quatro meses (desde o dia 23 de março) e pretendem retomar as atividades a partir de 8 setembro.

Pensando nisso, o repórter-fotográfico Adriano Vizoni registrou algumas dessas escolas públicas em São Paulo. Durante três dias, ele percorreu diferentes bairros a fim de capturar o cenário de colégios bem ranqueados ou aqueles que tenham alguma história. Vizoni conta que todas foram fotografadas durante o horário de aula, fosse de manhã ou de tarde.

 

Justiça do Trabalho suspende a volta às aulas em escolas particulares do DF
UOL; 24/07
https://bit.ly/2OYNssF

A Justiça do Trabalho suspendeu por dez dias a volta às aulas para escolas e faculdades particulares do Distrito Federal. Um decreto editado pelo governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), estabelecia que os alunos teriam aulas presenciais a partir de segunda-feira (27). Entretanto, o Ministério Público do Trabalho ingressou com um processo para barrar a decisão do governo local. Na ação, os quatro procuradores afirmaram que há diferença de tratamento estabelecida pelo governador entre a rede particular de educação e a pública. Para a pública, a volta será a partir de agosto, seguindo protocolos de segurança.

 

Brasil ultrapassa 87 mil mortes pela covid-19
Rede Brasil Atual; 26/07
https://bit.ly/3f4CDzU

Segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), foram 555 mortes nas últimas 24 horas. Média móvel dos últimos sete dias é de 1.034 óbitos.

Neste domingo, o estado de São Paulo, que lidera em número de contaminações e de mortes em função do coronavírus, registrou 4.501 novos casos, conforme a secretaria de Saúde do estado. Até agora, são 483.982 pessoas contaminadas.

 

Profissionais de saúde denunciam Bolsonaro em Haia
Rede Brasil Atual; 26/07
https://bit.ly/30396ST

O presidente Jair Bolsonaro é alvo de nova denúncia no Tribunal Penal Internacional por crime contra humanidade e genocídio. Já houve outro pedido de abertura de procedimento no mesmo tribunal por incitação ao genocídio e promoção de ataques sistemáticos contra os povos indígenas do Brasil, em peça elaborada pelo Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu) e pela Comissão Arns, e, agora, trata-se de uma iniciativa de trabalhadores da saúde.

A ação foi idealizada pela Rede Sindical Brasileira UNISaúde, que conta com entidades filiadas representando mais de um milhão de trabalhadores da área em 18 estados brasileiros mais o Distrito Federal. Segundo a peça, há indícios de que Bolsonaro tenha cometido crime contra a humanidade na gestão frente à pandemia de covid-19.

 

Novo Fundeb vai tirar 46% das cidades de condição de subfinanciamento
Folha de S. Paulo; 24/07
https://bit.ly/32Zjkpa

O novo Fundeb vai possibilitar uma expansão de recursos para a educação que tira ao menos 46% dos municípios brasileiros da condição de subfinanciamento.

O esforço fiscal não será trivial. O novo modelo exigirá da União mais do que o dobro de dinheiro hoje destinado pelo fundo ao financiamento da educação básica. A PEC (proposta de emenda à Constituição) que torna o fundo permanente foi aprovada na Câmara na terça-feira (21). O texto ainda precisa passar pelo Senado.

 

O que pode mudar na educação com o novo Fundeb, aprovado na Câmara
G1; 24/07
https://glo.bo/3f3mQRX

A mudança mais importante é que a PEC aumenta o aporte do governo federal ao Fundeb. Hoje, o fundo é financiado por 10% de recursos da União e 90% de recursos de Estados e municípios – uma partilha considerada injusta por estes, que argumentam que a União arrecada muito mais impostos.

O texto aprovado conta também com um dispositivo chamado Custo Aluno Qualidade (CAQ), que, passando a valer em uma emenda constitucional, trará ao longo dos anos padrões mínimos de qualidade para as escolas públicas, segundo Daniel Cara, professor da Faculdade de Educação da USP e membro da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação.

 

 

 

Com rosto ainda desconhecido, primeira escritora negra do Brasil é redescoberta após décadas de anonimato
BBC Brasil; 26/07
https://bit.ly/3jMkWZi

Cabelos presos, colar, um vestido aparentemente luxuoso, a pele branca. Assim esteve representada até 2012 a escritora Maria Firmina dos Reis (1822-1917), primeira romancista negra do Brasil, em uma parede da Câmara dos Vereadores de Guimarães, cidade do Maranhão onde a autora passou a maior parte de sua vida.

Não se sabe quando nem como, mas a imagem da autora de “Úrsula” (1859) —-hoje considerado o primeiro romance afro-brasileiro, pioneiro da literatura antiescravista no país—- se confundiu com a da escritora gaúcha Maria Benedita Câmara (1853-1895), conhecida como Délia.

“Em Guimarães já sabiam que aquela não era Maria Firmina, mas, como o quadro foi doação de alguém importante da cidade, não tiraram da parede”, conta Régia Agostinho, professora da Universidade Federal do Maranhão. Em 2012, ela visitou Guimarães durante um trabalho de pesquisa para sua tese de doutorado sobre a escritora.

De volta à cidade após concluir sua tese, publicada em 2013, o quadro havia sido removido. Como Maria Firmina não deixou para trás nenhuma foto ou retrato, no entanto, o engano perdura. Mesmo hoje, algumas das primeiras imagens que aparecem em pesquisas pelo nome da escritora na internet ainda são de Délia.